Rica em vitaminas e em sais minerais, a produção de hortaliças vem se intensificando cada vez mais e, por serem consumidas cruas é necessário ter cuidados específicos para adquirir alimentos com qualidade. Quem visitar a Expo Japão conhecerá de perto o plantio de hortaliças em estufas e como o processo foi desenvolvido.
“Além de impedir a entrada de invasores como os insetos, esse tipo de plantio regula as condições hídricas na planta. Quando chove demais é possível controlar para que a água da chuva molhe em excesso, controlando a quantidade de irrigação necessária. Nas lavouras a céu aberto isso foge ao nosso controle. Nesse modelo de plantio em estufas, é possível ter produtos o ano todo. Não utilizamos nenhum tipo de agrotóxico, tudo que plantamos aqui é orgânico”, revela o engenheiro agrônomo Eikiti Hiroota, responsável pela Fazendinha (Nojô).
O engenheiro enfatiza que o intuito de ter um modelo como esse na Expo Japão vai além da demonstração. “É fazer com que nossos visitantes tenham um contato direto com vários tipos de produtos agrícolas. É um lazer educativo.”
Além das hortaliças produzidas em estufa, é possível encontrar muitas outras formas de produção para pequenas áreas e para produtores agrícolas até domingo (dia 18) último dia da Expo Japão.
Texto e foto: Maria Cristina Cardoso – Estagiária da Agência de Comunicação Integrada
Projeto de Extensão Unopar
Um cronograma diversificado pontuou a tarde de sexta-feira (16), durante a realização do Encontro da Terceira Idade, atividade promovida pela Expo Japão 2017, e que contou com a participação de cerca de 300 idosos. Eles participaram de alongamentos e atividades de integração, além de assistirem à apresentação do grupo de Taiko, RKMD (Ryukyu Koku Matsuri Daiko de Londrina). Lanches, sucos e passeio pela Expo também estavam na programação.
Segundo Luzia Yamashita, coordenadora do grupo da Terceira Idade da ACEL (Associação Cultural e Esportiva de Londrina), é importante a realização de eventos dirigido ao público mais velho. “No Brasil, não se valoriza o idoso. Às vezes, na família ele é excluído ou deixado de lado, então essas atividades vem para promover uma qualidade de vida para eles.”
Nair Poltronieri de Castro, 70, participou pela primeira vez do evento com o marido e diz que pretende comparecer nos próximos anos. “Acho muito importante porque reúne todos da mesma idade, e dá para fazer amizades. Além de fazer exercícios para não ficar enferrujada”, comenta.
O encontro acontece todos os anos durante a Expo Japão, mas também é possível participar do Grupo da Terceira Idade da ACEL. Eles se reúnem mensalmente e para entrar é necessário fazer inscrição e contribuir com a mensalidade de R$20 reais. Para os participantes que não tem meio de locomoção, é disponibilizado transporte gratuito que sai da antiga ACEL, na Rua João XXIII.
Tarde Cultural
O Grupo da Terceira Idade também organizou a Tarde Cultural no primeiro dia do evento (dia 14), com a presença de 150 crianças de escolas municipais da periferia. Para a criançada, foram realizadas atividades esportivas como basebol, tênis de mesa, além de brincadeiras com Anime e Taiko.
Segundo Yamashita, o objetivo foi ensinar um pouco da cultura japonesa para os alunos. Durante a tarde, as crianças visitaram a Fazendinha e assistiram as apresentações de Taiko. Foi uma oportunidade para que as professoras possam aprofundar as atividades da visita e da cultura japonesa dentro das salas de aula.
O Encontro da Terceira Idade e a Tarde Cultural tiveram o patrocínio do Almeida Mercados, da Cooperativa Integrada, do TCGL Transportes Coletivos Grande Londrina, da Léo Cosméticos e da Eco Educativa Recreações e Eventos.
Texto: Laís Rodrigues de Oliveira, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
Foto: Giuliano Garcia
Neste Domingo (18), dia de encerramento da Expo Japão 2017, vários produtos expostos na Fazendinha (Nojô) serão comercializados. Alface, cebolinha, salsinha, repolho, brócolis, espinafre, almeirão e outras variedades serão vendidas por valores a partir de R $1 real.
A Fazendinha é um espaço que conta com hortas e estufa, além de uma barraca do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) destinada à apresentação e degustação de café gourmet.
Sobre o diferencial das plantações, um dos responsáveis pela Fazendinha, o engenheiro agrônomo Eikiti Hirooka (foto) diz: “nosso cultivo é orgânico, sem agrotóxicos”. Devido a isso, as plantações se iniciam por volta de 45 dias antes da exposição.
Hirooka conta que o projeto da Fazendinha Nojô começou há cinco anos, quando o engenheiro agrônomo Tumoru Sera, do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), o convidou para criar uma horta demonstrativa durante a Expo Japão, recebendo visitantes e alunos de escolas da região. Seria uma forma de aprendizado sobre o processo de plantação, entre outros benefícios .
Texto: Thainara Fernandes – estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
Durante a abertura oficial da Expo Japão 2017, a comissão organizadora fez uma homenagem a um pioneiro da cidade de Londrina, o Sr. Masato Hirazawa por sua trajetória do desenvolvimento da cidade e da ACEL.
A homenagem foi entregue pelo atual presidente da associação, Pedro Hiroshi Sato, o presidente de honra da ACEL, Sr. Yasuo Hirama, o Cônsu- geral do Japão em Curitiba, Hajime Kimura e pelo prefeito Marcelo Belinati.
O texto diz: “A Associação Cultural e Esportiva de Londrina, em reconhecimento ao esforço de Vossa Senhoria durante muitos anos no desenvolvimento de gestão, o homenageia na abertura da Expo Japão 2017.”
Foi realizada na noite desta quinta-feira (15), a abertura oficial da Expo Japão, com forte presença de público. Também compareceram diversas autoridades como o Cônsul-Geral do Japão em Curitiba, Hajime Kimura e sua esposa, a consulesa Chie, o prefeito municipal Marcelo Belinati, Marco Antonio Santi, representando o governador Beto Richa, o deputado federal Luiz Nishimori, além de vereadores, representantes de entidades e convidados.
A Expo Japão se consolida como a maior festa Nippo Brasileira do Norte do Paraná, momento em que a comunidade de Londrina se une em prol das raízes e costumes da colônia japonesa, transmitindo os valores para a sociedade Londrinense. O objetivo principal da Expo Japão é preservar e divulgar as tradições, dando continuidade às próximas gerações. “O trabalho em equipe e reverência aos mais experientes, o senso de coletividade, foram transmitidos e deixados como legado pelos nossos antepassados”, disse Luciano Matsumoto, coordenador geral da Expo Japão em seu discurso.
Matsumoto ressaltou que foram oito meses de muito trabalho e esforço para que o evento fosse realizado, graças ao apoio de mais de 200 voluntários. “Gostaria de agradecer a todos os departamentos da Acel, que são os grandes responsáveis pelo evento. Sem eles, nada disso seria possível. Fica o nosso agradecimento aos grupos artísticos, os apoiadores, os comerciantes e patrocinadores da Expo Japão”.
Irmandade e respeito
O prefeito Marcelo Belinati, também elogiou o evento e garantiu que sente-se lisonjeado em estar presente na abertura da Expo Japão juntamente com os seus colaboradores. “Quando eu viajei para o Japão o que mais me chamou a atenção foi o respeito e a educação da cultura japonesa. É com enorme prazer que Londrina os recebe, com certeza a cultura veio para somar com a população londrinense.”
O cônsul geral, Hajime Kimura falou em bom português sobre a sua presença na noite de abertura. “Faço questão de prestigiar a abertura deste evento, onde tem trazido inspiração para que a cultura japonesa continue ingressando no Brasil.”
Texto: Giovanna Oliveira, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
Mais de 100 atletas participaram do 5º Torneio Expo Japão de Softbol, o evento paralelo à Expo Japão, realizado na manhã do dia 15 de junho. A competição contou com a presença de dez equipes divididas em três categorias: Livre mais A, B e acima de 65 anos. Uma equipe feminina de Presidente Prudente (SP) também marcou presença.
Pela categoria acima de 65 anos, a campeã foi a equipe IMIN100. Na categoria Livre Mais A, com as equipes mais fortes do torneio, consagrou-se campeã, a equipe IMINSEINEM e fechando os grupos com a Livre Mais B o TIME DO DENIS foi o vencedor. Os equipes campeãs receberam materiais esportivos como premiação.
A proposta é que o torneio seja realizado anualmente, dentro da programação da Expo Japão. “Nós temos condições de fazer torneios bem maiores e já estamos idealizando algo para o próximo ano junto com a comissão organizadora da Expo Japão”, afirma o coordenador de Softbol de Londrina e Região, Luiz Maruyama.
Texto: Henrique Frigo, estagiário da Agência de Comunicação Intergrada – Projeto de Extensão da Unopar
Na manhã de quinta-feira (15) foi realizada a abertura da 56º Exposição Agrícola, com a presença de membros da comissão organizadora da Expo Japão 2017, Nilton Honuma, Tumoru Sera e Luciano Matsumoto; o presidente do IAPAR Florindo Dalberto; os vereadores Eduardo Tominaga e Jairo Tamura e o deputado estadual Luiz Claudio Romaneli.
A Expo Agrícola é um evento tradicional dentro da programação da Expo Japão, onde estão expostos aproximadamente 2500 produtos que serão comercialização no domingo, último dia da Expo Japão. “O Paraná tem mais de 500 produtos em sua agricultura que estão presentes no mercado. Todos os organizadores estão de parabéns, pois são eles que mantêm essa tradição”, disse Florindo Dalberto, presidente do Iapar.
Para o coordenador Nilton Honuma, o principal objetivo da Expo Agrícola é incentivar os pequenos produtores e contribuir para que os filhos deem continuidade ao trabalho de seus pais. “Estamos trabalhando ao máximo para mostrar a importância da produção de alimentos nativos do Brasil, como algumas frutas do Nordeste e Amazonas que geram grande lucro.”
Texto: Giovana Oliveira, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
Uma das novidades na Expo Japão 2017 é a participação do artista plástico radicado em Londrina, Carlos Kubo. Até domingo ele estará no evento com diversas atividades. Além de expor algumas de suas telas, o artista também está realizando um workshop de arte para interessados.
O primeiro dia de oficina ocorreu na tarde de quinta-feira (15) com a participação de vinte pessoas, onde os participantes realizaram exercícios de observação. O artista pediu para que eles observassem a pessoa ao seu lado e que deixassem a arte fluir. “Assim eles relaxam”, comentou.
Kubo, que trabalha com arte há mais de 45 anos, revela que prefere o formato de workshop ao de cursos. “Workshop é diferente. Prefiro essa brincadeira e interação que os workshops possuem. O importante é descobrir seu estilo. Observar, copiar, observar, copiar, até ganhar sua identidade própria.”
Quem passar pela Expo Japão poderá soltar sua veia de artista. Carlos Kubo deixou uma tela para que todas as pessoas possam dar algumas pinceladas e deixar sua marca impressa.
Os interessando em participar do Workshop com Carlos Kubo, pode se inscrever na hora ao custo de R$20 reais. O workshop será realizado novamente no sábado (17) às 15h e no domingo (18) às 14h.
Texto: Camilla Giovanna De Sousa, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
Quem passar pela Expo Japão 2017, que segue com intensa programação até domingo , dia 18, poderá conhecer um pouco mais sobre o cultivo do cogumelo japonês. O produtor Samuel Takahashi que, há 15 anos cultiva o Shitake, introduziu o cultivo do Shimeji negro há sete anos. Recentemente começou a produzir o Eryngui, uma variedade pouco conhecida no país. O Brasil produz cerca de sete cogumelos japoneses, usados tanto na culinária quanto para fins medicinais.
Os cogumelos são produzidos em uma chácara Ibiporã e são comercializados na feira de Londrina aos domingos. Os cogumelos também estão à venda no stand do senhor Takahashi durante a exposição.
Takahashi acredita que cada vez mais brasileiros vem introduzindo cogumelos em sua alimentação e isso é muito bom para a saúde dos consumidores. “Os produtores precisam ter muito cuidado com a temperatura, umidade e contaminação para que o produto possa ser consumido” comenta.
Texto: Camilla Giovanna De Sousa, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar
O setor agrícola da Expo Japão oferta grande variedade de produtos que podem atender às necessidades do público em gera, mas também de pequenos e grandes produtores. O PRO15 é um inseticida que tem o acetil iboperoxico, como princípio ativo, e deve ser aplicado via pulverizador diretamente nas folhas.
Marcelo Marini da Silveira (foto), representante do produto na feira, conta que a tecnologia do PRO15 nova que teve como inspiração o combate à superbactéria em hospitais. Segundo ele, há uma série de variáveis, como vento, chuva, sol, capazes de aumentar o surgimento de bactérias no campo. Por isso, a concentração do produto foi ampliada e conta com alguns componentes a mais em sua formação, como o fósforo.
Marini explica que dependendo do plantio, o produtor faz aplicações do produto a cada três semanas, até que se encerre o ciclo da cultura. No casos de cereais, milho, trigo e soja deve ser utilizado 100ml do produto por hectare. “O produto deve ser colocado junto ao fungicida que vai dar o residual de controle da doença. Após 4h o PRO15 não existe mais na natureza, pois é transformado em água e oxigênio eliminando a doença presente nas folhagens.”
Além de esterilizar a doença presente nas folhas, o PRO 15 permite que o fungicida trabalhe com maior facilidade. Os produtos podem ser encontrados na Expo Japão, ou em empresas parceiras em Londrina e Jataizinho.
Texto: Laís Rodrigues de Oliveira, estagiária da Agência de Comunicação Integrada – Projeto de Extensão da Unopar