Conforme decisão tomada pelos Coordenadores do Undōkai (Gincana Esportiva Familiar) devido ao cancelamento deste evento em razão do mau tempo, realizou-se a doação dos alimentos não utilizados para Guarda Mirim ontem (dia 23/05/2019) e para o Hospital do Câncer, hoje (24/05/2019)

 

 

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Cerimônia de posse da nova Diretoria Executiva Gestão 2019 da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (ACEL), realizada dia 22/01/2019.

Parabéns ao Presidente Pedro Sato que mais uma vez estará à frente dessa importante e valiosa entidade.

Boas vindas aos novos integrantes! Neste ano contaremos com mais de 40 talentos (executiva e conselho fiscal).

O espírito desse time de voluntários continuará sendo baseado nos pilares de União, Integração e Renovação!

Kotoshimo Yoroshiku Onegai Shimasu!

 

Fonte: Luciano Matsumoto

 

 

Trabalho pioneiro em Londrina surgiu com o objetivo de integrar e oferecer mais opções aos idosos

O cineasta Akira Kurosawa já dizia por meio de seus personagens que a ânsia de viver é uma virtude e que é obrigação do homem desfrutar a vida. É isso o que fazem os idosos que participam de um grupo de convivência que existe há 20 anos, pioneiro nesse formato em Londrina. Na época de sua criação, em 28 de dezembro de 1998, cerca de 300 pessoas com mais de 65 anos da comunidade nipo-brasileira se reuniram na antiga sede social da Acel (Associação Cultural e Esportiva de Londrina), localizada na rua Paulo Kawasaki (zona oeste).

O trio que conduziu as primeiras atividades do grupo foi composto pela professora Luzia Yamashita Deliberador, Yasuo Hirama e pelo médico Luiz Carlos Miguita. Deliberador relembra que o grupo surgiu com o objetivo de integrar e oferecer mais opções aos idosos. “Tudo começou quando vi mais de 300 idosos reunidos na celebração dos 80 anos da imigração japonesa ao Brasil, em junho de 1988, em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). Eu questionei de onde saíram tantos idosos e o que eles faziam o ano inteiro”, destacou. A partir dessa inquietação ela chegou à conclusão que a sua geração precisava fazer uma coisa por eles. “A cultura do idoso no Brasil é uma coisa que me assustava muito. Eu me perguntava ‘qual estrutura o País oferecia para os idosos?’ ”

Foi assim que os três resolveram iniciar um grupo aberto para qualquer pessoa com mais de 65 anos. “Começamos com japoneses e seus descendentes, porque os japoneses cuidam dos idosos e existe aquele respeito por eles”, destacou Deliberador. A convocação foi realizada por meio de líderes da comunidade japonesa em cada região do município, conhecidos como “kumitchôs”. “Quando morre algum imigrante antigo, em meia hora toda a comunidade está sabendo, porque os kumitchôs avisam cinco pessoas e cada uma delas avisa outros cinco. Na época nós avisamos os kumitchôs falando o porquê de criar esse grupo de idosos e na primeira reunião apareceram 350 idosos”, relembrou.

“Deu certo. Os 23 voluntários são filhos de imigrantes que viram os pais passarem dificuldade, então eles dão muito valor a esse trabalho. É um comprometimento com a cultura do idoso no Brasil. Fazemos um trabalho educativo e preventivo de educação cidadã. A gente nunca leva médico para fazer o curativo. Levamos para dar palestras preventivas. Se está chegando o frio, levamos alguém para falar sobre como se prevenir desse frio para não pegar gripe, que pode virar pneumonia. Nós nunca levamos vacinação lá, mas orientamos sobre a importância de se vacinar. O que queremos é que eles encontrem amigos, ouçam uma boa palestra e façam alongamento, tenham atividade de entretenimento, de lazer e de cultura”, destacou Deliberadora.

Ela se orgulha do fato de a secretaria municipal do Idoso ter surgido dessa iniciativa. “O médico do grupo, Luiz Carlos Miguita, se tornou o primeiro secretário municipal do Idoso, ou seja, esse grupo acabou influenciando o município inteiro. Hoje mesmo existem dezenas de grupos. Toda Expo Japão chamamos todos os grupos de idosos de Londrina para uma tarde festiva para eles verem que estamos com esse grupo há 20 anos e que isso sirva de incentivo para que os demais grupos continuem por muitos anos”, apontou.

CÔNSUL
A cerimônia de comemoração dos 20 anos do grupo, realizada em no início de dezembro, contou com a presença do cônsul-geral do Japão no Paraná, Hajime Kimura. “Quem construiu a comunidade japonesa aqui são esses idosos, os isseis e nisseis. Quando vieram para cá, tudo ainda era mato. Eles fizeram as plantações e isso resultou em muita riqueza para esta região. Nós devemos muito a eles e temos que agradecer esses pioneiros”, discursou, durante o evento.

Para o presidente da Acel, Pedro Sato, esse grupo é muito importante para toda a comunidade, não só para a Acel. “A gente deve tudo aos nossos antepassados, aos nossos avôs e avós. Para a Acel é o departamento que mais faz sentido hoje. Pelo que a gente sabe de história, foram eles que fundaram a Acel, que tem 63 anos”, destacou.

Atualmente, o grupo conta com 130 integrantes dos 350 iniciais, muitos deles na faixa dos 80 anos. “Quem tem 65 anos hoje não entra nesses grupos, porque está cuidando de netos, ou ainda está trabalhando. Um erro nosso é não ter gente da geração que hoje está com 30 ou 40 anos (como voluntários). Está na hora das gerações mais novas assumirem esse papel”, cobrou a professora.

Nesses 20 anos a principal característica tem sido a amizade entre os integrantes. “Os japoneses usam muito o termo ‘tanoshimi’, que é aquela coisa de ter alguma coisa divertida durante os encontros. A reunião começa 13h30, mas às 11h30 já tem gente. São pessoas que fazem o lanche e batem papo enquanto esperam a reunião. Esse prazer não tem dinheiro que pague”, enalteceu.

Vítor Ogawa
Reportagem Local

Fonte: Folha de Londrina (20/12/2018)

Fotos do Jantar de 10/10/2018 em comemoração aos 63 anos da ACEL e os 85 anos da Associação Nihonjinkai de Londrina – Homenagem aos ex-presidentes!

“A história da ACEL se confunde com a própria colonização da cidade de Londrina. Embora oficialmente completamos neste ano 63 anos, a origem da entidade é muito mais antiga. Remonta aos primeiros anos da existência do nosso município, quando em Abril de 1933 os japoneses dos núcleos coloniais de Londrina e região se uniram para fundar a Associação Nihonjinkai de Londrina tendo como seu primeiro presidente o Sr. Hikoma Udihara. E em 23 de setembro de 1955, com a fusão do Nihonjinkai e o Seinen-kai, nasce a ACEL (ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ESPORTIVA DE LONDRINA), sendo o Sr. Tatsuma Ito o primeiro presidente passando o cargo em dezembro do mesmo ano para o Sr. Soiti Taruma.

Desde a Associação Nihonjinkai de Londrina foram 85 anos de muitos desafios e conquistas. E pela ACEL, uma história que neste ano completa 63 anos.

Nossos pais, dityans e batyans, quando definiram este nome – ACEL – o fizeram com muita autoridade. Não é à toa que a chamaram de Associação Cultural e Esportiva de Londrina. Apesar da palavra CULTURAL vir antes da palavra ESPORTIVA, NÃO EXISTE uma prioridade de relevância. Muito pelo contrário. Os dois são IGUALMENTE importantes e muito mais do que isso: são COMPLEMENTARES.

A ACEL continua sendo a referência nikkey da CULTURA e do ESPORTE em Londrina. Que são agentes protagonistas para realizar uma transformação positiva da nossa sociedade. A disciplina, o trabalho em time, a persistência e a dedicação (inerentes ao povo japonês) são indispensáveis para realização de qualquer esporte (seja ele o beisebol, o softbol, o park golf, o tênis de mesa, a natação ou o futebol), e são vivenciadas por seus praticantes e aplicadas nos diversos campos da vida em sociedade.

Já a cultura é composta de crenças, tradições, formas de pensar e de atuar que nos fazem exercitar e evidenciar os valores que os nossos antepassados nos deixaram como legado tais como: o senso de coletividade, a pontualidade, o respeito e a reverência aos mais velhos, a ética como princípio básico e o desejo de superação.

Sendo assim, entendemos que a essência da ACEL perante a Comunidade de Londrina, independente dos desafios enfrentados durante esta longa jornada permanece intacto nestes 63 anos: o papel de exaltar a Cultura Japonesa e o Esporte para garantir a manutenção dos valores e princípios para as próximas gerações, e dessa forma contribuir para uma sociedade mais justa e melhor.

O pensamento atual da ACEL é de integração, união e renovação, com pessoas (nikkeis ou não nikkeis) apaixonadas em dar continuidade às tradições e valores japoneses.

O esforço, o exercício do voluntariado e o árduo trabalho realizado pela diretoria executiva nos últimos anos resultou numa ACEL com 100% das suas obrigações SANADAS! Conseguimos reverter um cenário difícil e desafiador com dívidas bancárias e passivos tributários para um cenário atual muito mais confortável, COM PASSIVO ZERO e caixa suficiente para investimentos de melhoria da nossa infra-estrutura e atividades.

Hoje, sem dúvidas, podemos afirmar que a ACEL está preparada para dar continuidade à sua trajetória. E a atual diretoria executiva tem a plena convicção de que nada disso seria possível sem a participação e contribuição de todos. Principalmente daqueles líderes que um dia estiveram à frente dessa instituição e que merecem o devido reconhecimento pelo enorme legado deixado até aqui.”

Foram homenageados os seguintes ex-presidentes:
Sr. Hikoma Udihara (gestões 1933 e 1947) – in memoriam;
Sr. Gueisaku Nishioka (gestão 1935) – in memoriam;
Sr. Taiti Okabayashi (gestão 1936) – in memoriam;
Sr. Nobussada Otaki (gestões 1948/49/50) – in memoriam;
Sr. Ichishi Okazaki (gestão 1953) – in memoriam;
Sr. Tatsuma Itow (gestão 1954) – in memoriam;
Sr. Soiti Taruma (gestões 1955-61) – in memoriam;
Sr. Massayuki Fuzyi (gestão 1962) – in memoriam;
Sr. Mitomu Shimomura (gestões 1963/64) – in memoriam;
Sr. Kaoru Itow (gestões 1965/66);
Sr. Frank Ogata (gestão 1967);
Sr. Toshihiko Tan (gestões 1968/69/70/71/78/79/80/81);
Sr. Gô Ogawa (gestões 1974/75);
Sr. Santo Kumagai (gestões 1982/83/84/85);
Sr. Luiz Oguido (gestões 1986/87);
Sr. Nobuo Cassa (gestões 1988/89/92/93/96/97);
Sr. Riucii Aikawa (gestões 1990/91) – in memoriam;
Sr. Francisco Tan (gestões 1994/95);
Sr. Kentaro Takahara (gestões 1998/99);
Sr. Issamu Suzuki (gestões 2000-2006);
Sr. Jairo Tamura (gestões 2007/08);
Sr. Eikiti Hirooka (gestões 2009/10);
Sr. Roberto Takeda (gestões 2011/12);
Sr. Sérgio Matsumoto (gestões 2013/14);
Sr. Nilton Honuma (gestões 2015/16); e
Sr. Pedro Hiroshi Sato (gestões 2017/18).

Agradecemos os apoiadores do evento: Hachimitsu, Restaurante Matsuri, Supermercados Big Dog e Floricultura Shangri-lá.

 

 

No dia 04 de setembro fomos agraciados com o Top of Mind nas seguintes categorias:

  • Clube Social
  • Festa Popular

Muito obrigado a todos e parabéns à Diretoria.

 

 

Integrante da família imperial recebeu homenagens em solenidade na Acel; agenda prevê visitas a outras 13 cidades em cinco Estados

Londrina voltou a receber um membro da família imperial japonesa. Na tarde desta quinta-feira (19), a princesa Mako desembarcou no aeroporto de Londrina, por volta das 16 horas. Ela veio ao País para participar das festividades dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil. Londrina foi a primeira parada oficial. Na agenda, estão previstas visitas a 14 cidades em cinco Estados (São Paulo, Paraná, Amazonas, Pará e Rio de Janeiro) até o dia 31 de julho.

Várias pessoas estavam a postos até três horas antes da visita, preparando-se para o tão aguardado encontro, na Acel (Associação Cultural e Esportiva de Londrina). A dona de casa Letícia Hiroko Omoto, 80, disse que mesmo no Japão é difícil encontrar um membro da família imperial. “É um prazer para a gente. Esta é a segunda vez que encontro com membros da família imperial”, destacou.

Omoto relembrou que em 2015 se encontrou com os pais da princesa Mako, o príncipe Fumihito e a princesa Kiko de Akishino, que visitaram Londrina em outubro de 2015, durante a comemoração dos 120 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e o Japão.

Para Inês Massae Tomita, 81, a visita da princesa é “muito importante”. “É muito raro esse tipo de encontro. A família imperial sempre foi muito importante para meus pais. Eu, como descendente de japoneses, também acho. Eu estava ansiosa. É gratificante”, destacou.

Ambas fazem parte do grupo da terceira idade da Acel. “A visita de uma princesa do Japão é em respeito aos japoneses e seus descendentes que moram aqui, porque a visita não é só para Londrina, é para toda a região. Eu vejo o respeito que os idosos têm em relação à família imperial. Eles têm uma reverência à vinda da princesa”, destacou Luzia Yamashita Deliberador. Ela ressaltou que a visita de uma princesa obedece todo um protocolo. “A gente tem que dar condições para que os idosos cheguem perto da princesa”, declarou.

Deliberador foi uma das pessoas que ficaram bem próximas da princesa Mako. Ela ficou incumbida de entregar um lenço umedecido, conhecido como oshibori, para que a visitante limpasse as mãos depois de regar uma muda de ipê branco, que foi cultivada para marcar a data, uma tradição em visitas de membros da família imperial.

A princesa foi recepcionada pelo presidente da Acel, Pedro Sato, e pelo presidente do conselho deliberativo da Acel, Nilton Onuma. Depois, percorreu um trecho em que membros de várias entidades nipo-brasileiras ficaram perfilados. Entre as pessoas estava a coordenadora do grupo Hikari, Irene Kuromoto, que mantém a tradição do bon odori, dança tradicional japonesa. “Eu perguntei a ela se ela dançava bon odori, ela disse que não, mas fez os gestos da dança e eu também fiz. É uma humildade e uma simpatia. Surpreendeu todo mundo”, destacou.

Outra pessoa a quem ela dirigiu a palavra foi ao professor de japonês do Necj (Núcleo de Estudos de Cultura Japonesa) da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Paulo Tsuchiya. “Como ela me cumprimentou e me estendeu a mão aproveitei para apresentar as intercambistas da Universidade Meio, de Okinawa, e da Universidade Kanda, de Chiba, ambas no Japão. Fiquei grato por ela ter dirigido a palavra para mim. Quando o pai dela visitou este mesmo lugar, ele também dirigiu a palavra para mim. A visita foi marcante pela simpatia, pela beleza e pela classe dela. Não é uma pessoa qualquer”, afirmou.

Logo depois, a princesa descerrou uma placa em sua homenagem e na sequência foi presenteada com um quadro produzido pelo artista plástico Carlos Kubo, que retrata uma arara. Ainda assistiu a uma apresentação de dança tradicional e de taiko, os tambores japoneses. Um dos instrumentistas foi Mateus da Cruz Teixeira, 20, que disse que foi uma honra se apresentar para uma princesa. “Eu fiquei ansioso e nervoso. Os preparativos foram cansativos, ensaiamos bastante para sair tudo certinho”, declarou.

Para Pedro Sato, a visita foi “muito importante”. “A Acel foi o primeiro local a ser visitado pela princesa no Brasil. Isso é extremamente importante para o clube e para a comunidade londrinense. É o resultado de nosso trabalho”, apontou.

Vítor Ogawa
Reportagem Local

Fotografia: Marcos Zanutto

Fonte: www.folhadelondrina.com.br

 

 

 

 

 

 

A princesa Mako desembarcou por volta das 16h desta quinta-feira (19) no Aeroporto de Londrina para participar das festividades do Imin 110, que relembra os mais de 100 anos da imigração japonesa no País. Em seguida, a comitiva da princesa foi até a Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), onde a professora Luzia Yamashita entregou o lenço umedecido conhecido como oshibori para ela limpar as mãos depois de regar uma muda de ipê branco.

Ela foi recepcionada pelo presidente da Acel, Pedro Sato e esposa e Nilton Onuma, presidente do conselho deliberativo da Acel. O ipê branco foi plantado para marcar a visita, uma tradição para receber membros da família imperial.

Mako visualizou um monumento de granito com nomes de pessoas que colaboraram com a Acel. Ela chegou a quebrar o protocolo e cumprimentou algumas pessoas. A princesa ainda descerrou uma placa em sua homenagem e recebeu a pintura do artista plástico Carlos Kubo.

A princesa irá para Rolândia, onde também participa de eventos do Imin 110.

Vitor Ogawa
Grupo Folha
Fonte: www.folhadelondrina.com.br
   
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